
O Culto do amador
junho 24, 2009Andrew Keen foi um dos empreendedores pioneiros na Califórnia EUA, quando começaram a surgir grandes novidades tecnologicas. Keen também é o responsável pelo livro “O Culto do Amador” (Editora Zahar, 208 págs.).
Para quem lê é como se o autor tivesse sofrido algum tipo de trauma e por isso começa a criticar tudo que se relaciona com a Web 2.0. Seu livro levanta polêmicas e debates, graças à seus ataques constantes a um dos meios mais utilizados atualmente: a internet.
Para o autor, a vida on-line está ultrapassando a vida real. MySpace, YouTube e Orkut são algumas das ferramentas citadas por ele para credibilizar suas idéias. O on-line vem superando, praticamente, todos os aspectos da realidade: a pirataria digital que vai contra a economia, a socialização que passa a ser virtual e a cultura que se transforma.
Segundo ele, a Web 2.0 tem sido responsável por banalizar culturas e informações, dando espaço para que todos possam falar o que quiserem e como quiserem. O “mundo sem leis” da internet, é um dos maiores responsáveis pela falta de informação confiável e credibilizada, pois nunca se pode ter absoluta certeza de que o que está exposto ali é verdade. Enquanto na mídia tradicional há um trabalho mais complexo de cuidado com a veracidade do que será publicado, no mundo virtual depende apenas da consciência de quem está “assinando” o escrito.
A economia sai prejudicada não só pela “pirataria digital”. A “substituição”, por parte da população, do jornal impresso pelo virtual, também é responsável por uma grande queda nos
índices de vendas.
É importante que as pessoas se conscientizem dos benefícios e dos malefícios que a internet traz, saber quais fontes são confiáveis ou não. E, acima de tudo, lembrar-se que as novas tecnologias surgem para ajudar e não para prejudicar.
Marília Lopes